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EUA marca para 2026 execução de mulher condenada a morte por matar "rival amorosa" e levar pedaço do crânio como "recordação"

 (Foto: Reprodução)
 

A Suprema Corte do Tennessee (EUA) anunciou a data para a execução de Christa Pike, no que deverá ser a primeira aplicação da pena capital no estado para uma mulher em 200 anos.


Christa Pike foi considerada culpada em 1995 pela tortura e assassinato de Colleen Slemmer, em Knoxville. O crime foi cometido juntamente com Tadaryl Shipp, o namorado de Christa à época, e uma amiga, Shadolla Peterson. Christa e Colleen tinham apenas 18 anos quando o crime ocorreu. A assassina e o namorado estariam participando de um culto satanista.


O caso ganhou atenção nacional devido à sua natureza violenta. Em 12 de janeiro de 1995, Colleen foi atraída para uma área arborizada no campus agrícola da Universidade do Tennessee por Christa e os comparsas. Eles espancaram e esfaquearam a vítima várias vezes, chegando a entalhar um pentagrama no peito. Um zelador encontrou o corpo de Colleen no dia seguinte, relatou o "Mirror US".


O casal de namorados havia levado um pedaço do crânio de Colleen, uma migrante da Flórida que tentava a vida no Tennessee, como "lembrança" do crime bárbaro.


Christa temia que Colleen estivesse tentando "roubar o seu namorado", o que a levou a a orquestrar o crime contra a rival amorosa, disse a promotoria. Tadaryl teria concordado em participar para mostrar a sua fidelidade.


Pelo assassinato de Colleen, Christa foi condenada à pena de morte. Sua execução foi marcada para 30 de setembro de 2026. Se o pedido de clemência não foi aceito, a presidiária será a 19ª mulher executada na história moderna dos EUA.


Os advogados de defesa argumentaram que Christa havia sofrido abuso físico e sexual, além de negligência, na infância. Ela também lutava contra transtorno bipolar e transtorno de estresse pós-traumático, condições que permaneceram sem diagnóstico por anos após a sua prisão.


A mãe de Colleen, May Martinez, manifestou-se à emissora WBIR-TV sobre a decisão do estado de impor a pena de morte:


"Eu só quero Christa morta para que eu possa acabar com isso, aliviar a minha filha, para que ela finalmente possa descansar. Não há um dia em que eu não pense em Colleen ou em como ela morreu e em como foi difícil."


Tadaryl recebeu sentença de prisão perpétua com possibilidade de liberdade condicional. No entanto, ele foi condenado posteriormente em 2004 por tentar estrangular outro detento durante uma briga na prisão, o que acrescentou 25 anos à sua pena. Na prisão, ele se converteu ao islamismo.


Shadolla, a outra comparsa, recebeu liberdade condicional após se tornar informante no caso do Estado contra Christa e Tadaryl.


Nos EUA, 21 dos 50 estados ainda adotam a pena de morte como punição: Alabama, Arkansas, Flórida, Geórgia, Idaho, Indiana, Kansas, Kentucky, Louisiana, Mississippi, Missouri, Montana, Nebraska, Nevada, Carolina do Norte, Oklahoma, Carolina do Sul, Dakota do Sul, Texas, Utah e Wyoming. Em quatro outros estados (Arizona, Kentucky, Tennessee e Utah), o método alternativo é oferecido apenas a presos condenados à morte por crimes cometidos antes de uma data especificada (geralmente quando o estado passa do método anterior para a injeção letal).


Extra Globo