Leila Pereira ia parar na CPMI, mas Gilmar Mendes entrou em cena
1.4.26
(Fotos: Reprodução/Band // Gustavo Moreno/STF)
Em entrevista ao programaPleno Timedesta terça-feira (31), o senador Izalci Lucas (PL-DF) falou sobre o encerramento da CPMI do INSS, marcada por controvérsias, acusações de blindagem política e críticas ao papel do Judiciário.
Segundo o parlamentar, apesar de evidências que indicariam fraudes contra aposentados e pensionistas, a comissão não conseguiu avançar em responsabilizações mais amplas. Ele atribuiu isso a uma articulação entre a base governista e decisões do Supremo Tribunal Federal (STF).
– Bem, primeiro a gente fica indignado, não só o fato de ter terminado a CPMI, mas principalmente pelas ações, tanto do Supremo Tribunal Federal quanto aqui da base de governo, da blindagem – afirmou.
Para o senador, houve um movimento deliberado para impedir que a investigação alcançasse “os tubarões”, como classificou os principais responsáveis pelos desvios.
– Essa CPMI é muito meritória, mesmo não tendo um relatório aprovado. A gente conseguiu dar transparência. Hoje a população sabe como tudo aconteceu e quem são os responsáveis – disse.
Izalci também destacou que ao menos 14 pessoas foram presas ao longo das investigações.
Um dos principais pontos de crítica foi a dificuldade de convocar testemunhas consideradas chave. O senador citou diretamente a atuação de ministros do STF em decisões que teriam permitido a ausência de depoentes.
Entre os casos, destacou o da empresária Leila Pereira, presidente do Palmeiras, ligada à empresa Crefisa. Segundo Izalci, após sucessivos adiamentos, ela recorreu ao Supremo e obteve decisões favoráveis.
– Quando chegou na data, ela vai no Gilmar Mendes, e o ministro dá uma possibilidade de vir ou não aqui na CPMI – afirmou.
O senador também mencionou decisão anterior do ministro Flávio Dino no mesmo contexto.
Radialista George Luis. Sócio do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão e Televisão da Paraíba (STERT). Registro Profissional N° 370 DRT/PB. Contato: 83 9.9606-8113.
Erik Figueiredo, Tem pós-doutorado em economia pela University of Tennessee, Estados Unidos. Trabalhou como subsecretario de política fiscal do Ministério da Economia.
Luiz Rosa Filho, Advogado e Professor da rede estadual de ensino, mestre em letras, pós- graduado em Língua, linguística e Literatura, graduado em Letras.