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Operação combate venda de gás superfaturado do Comando Vermelho no RJ

 (Foto: divulgação/PCERJ (melhorada com IA)

A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou uma operação conjunta com o Ministério Público (MPRJ) contra um monopólio do grupo narcoterrorista Comando Vermelho (CV) na venda de botijões de gás. Os agentes atuaram nesta quarta-feira (28) em municípios da Região Metropolitana e da Zona Sudoeste da capital.

A Operação Dominus buscou cumprir nove mandados de prisão e 44 de busca e apreensão, entre outras medidas para coibir a atuação da facção no estado. Ao todo, quatro deles foram cumpridos. Dois dos alvos já estavam presos. Em São Gonçalo, os agentes apreenderam botijões, armas, celulares e máquinas de cartão.

Entre os presos, está o traficante Adriano Pereira Vasconcelos Junior, conhecido como “Júnior Playboy”, um dos homens de confiança da liderança do CV. De acordo com as investigações, Adriano teria apoiado Edgard Alves de Andrade, o Doca, a fugir do Complexo do Alemão, durante megaoperação em outubro do ano passado.

Michel da Silva Gama, conhecido como Polegar, também foi preso durante a ação. Na organização criminosa ele tinha o papel de coletar a arrecadação das empresas que vendiam os botijões de gás fornecidos pela facção.

O delegado Pedro Bial, da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD), responsável por coordenar a ação, disse que comerciantes locais relataram que são obrigados a comprar o produto superfaturado com os criminosos e são ameaçados de morte, caso a medida seja descumprida.

Para cobrir os custos e pagar as taxas exigidas pelos criminosos, o valor aplicado é de R$150, quase 40% mais caro que a média estadual, que é de R$ 108,41, de acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

— Essa falta de liberdade econômica que os traficantes impunham e esse vínculo entre o traficante e o empresário acabavam desembocando nesse valor mais alto que o morador era obrigado a pagar — disse o delegado.

Bial também descreveu como os comerciantes eram coagidos em contato com os integrantes do bando.

— Em alguns casos, foram relatados e nós verificamos a vandalização de estabelecimentos, agressões físicas, tiros dados. Inclusive temos áudios onde essas agressões aparecem, os traficantes falando “o chefe mandou, nós vamos dar paulada”, “olha o barulho de tiro”. Quer dizer, os comerciantes ficavam muito acuados: ou eles entravam nesse esquema ou tinham que fechar o negócio deles — relatou.

Pleno.news