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| (Foto: Reprodução/Câmeras de Segurança) |
Imagens de câmeras de segurança da Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina, no Piauí, mostram a técnica de enfermagem Auricélia de Sousa Ferreira circulando normalmente pela unidade cerca de 15 minutos após a tentativa de sequestro de uma recém-nascida.
As gravações, registradas no dia 6 de julho, trazem Auricélia ao lado de uma profissional da maternidade, por volta das 14h, enquanto aguarda um elevador e caminha pelos corredores da unidade. A técnica, inclusive, segura a mesma bolsa que teria sido utilizada na tentativa de retirar a bebê da maternidade.
Em outro momento, ela também aparece com um celular nas mãos, enquanto outras pessoas passam pelo local. Apesar de as imagens terem sido registradas logo após a tentativa de sequestro, não há qualquer sinal de abordagem por equipes de segurança.
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Ao g1, o diretor administrativo e financeiro da Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa, José Alberto Alencar, afirmou que a unidade inicialmente interpretou o episódio como uma “tentativa de retirada irregular” de um recém-nascido e priorizou o acolhimento da família.
Segundo ele, somente após o atendimento inicial representantes da maternidade se dirigiram a uma delegacia para registrar um boletim de ocorrência. A tentativa de sequestro ocorreu na tarde de 6 de julho e foi impedida pela tia da recém-nascida, Daniela Beatriz, que desconfiou da atitude da suspeita e a confrontou antes que ela deixasse a unidade com a criança.
De acordo com a Polícia Civil, Auricélia simulava uma gravidez havia meses. As investigações apontam que ela chegou a organizar um chá de bebê e preparou um quarto em casa para receber uma criança. A Justiça decretou a prisão preventiva da técnica de enfermagem, que foi presa no dia 8 de julho.
Em nota, a defesa de Auricélia informou que ela foi submetida a avaliação por profissionais do Hospital Areolino de Abreu após o episódio, tendo recebido um diagnóstico relacionado à saúde mental. O advogado Tiago Carvalho Moreira afirmou ainda que pretende pedir a revogação da prisão preventiva e, se necessário, recorrer ao Tribunal de Justiça do Piauí.
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