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Acusação de chefiar uma organização criminosa e cometer crimes como corrupção, fraude em licitações e lavagem de dinheiro, Witzel oficializa pré-candidatura ao governo do Rio de Janeiro

(Foto Reprodução)


O ex-governador Wilson Witzel lançou nesta segunda-feira (8) sua pré-candidatura ao governo do Rio de Janeiro pelo Partido Democratas, marcando oficialmente sua tentativa de voltar ao Palácio Guanabara após o impeachment que encerrou seu mandato em 2021. Em seu pronunciamento, ele defendeu a retomada de medidas implementadas durante sua gestão.

Entre as principais bandeiras apresentadas por Witzel estão uma política de segurança pública baseada no conceito de tolerância zero contra o crime, a criação de 100 escolas cívico-militares e a implantação de uma Secretaria Estadual de Capelania. O ex-governador também prometeu valorização dos servidores públicos e afirmou que o estado precisa enfrentar a influência das facções criminosas.

Durante o discurso, Witzel citou iniciativas adotadas durante seu governo, como a concessão da Cedae e medidas relacionadas à administração do Maracanã, que, segundo ele, demonstram capacidade de promover mudanças estruturais na gestão estadual.

SOBRE O EX-GOVERNADOR

Natural de Jundiaí, em São Paulo, Witzel atuou como defensor público antes de ingressar na magistratura federal. Em 2018, deixou o cargo de juiz para disputar o governo do Rio de Janeiro, vencendo a eleição daquele ano.

Sua gestão, entretanto, foi interrompida em agosto de 2020, quando foi afastado do cargo por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), no contexto de investigações sobre supostas irregularidades em contratos firmados durante a pandemia da Covid-19.

Em abril de 2021, o Tribunal Especial Misto formado por deputados estaduais e desembargadores decidiu, por unanimidade, condená-lo por crime de responsabilidade, resultando na perda definitiva do mandato e na inelegibilidade por cinco anos. Posteriormente, a decisão foi mantida pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

o ex-governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, é processado e responde a múltiplas ações penais na Justiça Federal sob a acusação de chefiar uma organização criminosa e cometer crimes como corrupção ativa, corrupção passiva, fraude em licitações e lavagem de dinheiro.
As investigações e os processos envolvem os seguintes desdobramentos principais:
  • Esquemas na Saúde: As apurações apontam desvios de recursos públicos na contratação de hospitais de campanha e na compra de respiradores durante a pandemia de Covid-19.
  • Perda do Cargo: Devido a esses escândalos, Witzel foi afastado temporariamente em 2020 pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e, posteriormente, sofreu impeachment, perdendo definitivamente o mandato em maio de 2021.
  • Denúncias Recebidas: O ex-governador tornou-se réu em denúncias aceitas tanto pelo STJ quanto pela Justiça Federal, ao lado de outros agentes públicos, empresários e de sua esposa, Helena Witzel. 
  • Defesa: Witzel sempre negou as irregularidades. Em depoimentos prestados na época, como na CPI da Pandemia, ele afirmou ser vítima de perseguição política.

Após cumprir o período de cinco anos de inelegibilidade decorrente da condenação pelo processo de impeachment, o ex-governador retornou ao cenário político e oficializou sua pré-candidatura ao governo do Rio de Janeiro.


Da Redação com Pleno.news